quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Poema à boca fechada

Não direi:
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.

Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.

Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.

Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.

Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo.

Poema para Luís de Camões

Meu amigo, meu espanto, meu convívio,
Quem pudera dizer-te estas grandezas,
Que eu não falo do mar, e o céu é nada
Se nos olhos me cabe.
A terra basta onde o caminho pára,
Na figura do corpo está a escala do mundo.
Olho cansado as mãos, o meu trabalho,
E sei, se tanto um homem sabe,
As veredas mais fundas da palavra
E do espaço maior que, por trás dela,
São as terras da alma.
E também sei da luz e da memória,
Das correntes do sangue o desafio
Por cima da fronteira e da diferença.
E a ardência das pedras, a dura combustão
Dos corpos percutidos como sílex,
E as grutas do pavor, onde as sombras
De peixes irreais entram as portas
Da última razão, que se esconde
Sob a névoa confusa do discurso.
E depois o silêncio, e a gravidade
Das estátuas jazentes, repousando,
Não mortas, não geladas, devolvidas
À vida inesperada, descoberta,
E depois, verticais, as labaredas
Ateadas nas frontes como espadas,
E os corpos levantados, as mãos presas,
E o instante dos olhos que se fundem
Na lágrima comum. Assim o caos
Devagar se ordenou entre as estrelas.

Eram estas as grandezas que dizia
Ou diria o meu espanto, se dizê-las
Já não fosse este canto.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Poesia

Viver

Vivo uma ilusão que se perde no vento
Vivo uma paixão que só me traz tormento
Vivo em uma eterna rota de colisão
Vivo...vivo...a vida

Vivo sonhando com a amada
Vivo amando a pessoa errada
Vivo seguindo o meu coração
O que é a vida, se não a paixão.

Vivo uma trágica poesia
Vivo envolto nessa fantasia
Vivo... esta eterna agonia

Vivo tudo que nos faz viver
Vivo o prazer de ter prazer
Vivo esperando ter você.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Piadas

Curtas Portuguesas..........


1.Como identificar um português burro?
Ele copia tudo o que a professora escreve e depois apaga.

2.Como identificar um estudante português inteligente?
Ele não copia nada no caderno porque sabe que a professora ira apagar.

3.Como você sabe que a padaria do potuguês foi informatizada?
Ele usa um mouse atras da orelha.

4. O que fazem dezessete portuguêses na frente do cinema?
Esperam mais um português, pois o filme é proibido para menores de 18.

5.Por que o carro elétrico não deu certo em Portugal?
Porque nos primeiros cem metros a tomada soltava.

Você

Emoção da criação

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Londres 2012